Jonathan Renan é o professor responsável pela GB Jardim Guanabara. Foto: Arquivo Pessoal
Assessoria AFM

Professor lista desafios da adaptação do Jiu-Jitsu para o nogi

O Jiu-Jitsu com e sem kimono vem numa crescente impressionante ao redor do mundo. Com isso, não são todos os praticantes que optam por treinar as duas modalidades. Alguns treinam exclusivamente com ou sem kimono e deixam de lado o outro aspecto. Para o professor Jonathan Renan, responsável pela GB Jardim Guanabara, ambas modalidades são importantes, porém, se diferenciam em diversas áreas. “Desde o início, o aluno deve entender que o Jiu-Jitsu e o nogi possuem são dinâmicas diferentes, por mais que pareça o mesmo esporte. São conexões diferentes de posições, então, ao treinar os dois, você percebe que alguns fundamentos são diferentes”, afirmou Renan, em entrevista à Almada Fight Media. Do Jiu-Jitsu para o nogi Fazer a transição do Jiu-Jitsu para o nogi requer um processo de adaptação, especialmente pelas pegadas e pelo ritmo da luta, como explica Renan. “Além disso, a velocidade da luta muda. O Jiu-Jitsu é mais posicional, então você consegue raciocinar com mais tranquilidade. Já no nogi, o ritmo é mais acelerado e tem menos pegadas. Por isso, as posições devem estar ainda mais ajustadas”, contou o faixa-preta da Gracie Barra. Jonathan Renan mencionou o desenvolvimento do grappling e acredita que o sem kimono está em ascensão pelo fato das lutas entreterem mais o público e serem mais movimentadas.  “Acredito que o nogi esteja crescendo bastante justamente por essas razões. O pessoal percebe que, apesar de ser bom com kimono, a dinâmica muda no grappling, então precisa treinar mais para se adaptar à modalidade”, concluiu o faixa-preta.

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Aurelie Le Vern vai disputar o ADCC no próximo fim de semana. Foto: Reprodução/Instagram
Entrevista

Aurelie Le Vern confia no ímpeto finalizador para brilhar no ADCC

Aurelie Le Vern está às vésperas de fazer sua estreia no ADCC. A francesa garantiu sua vaga na categoria até 65kg do maior evento de grappling do mundo depois de vencer a seletiva, em fevereiro. Dessa forma, ela pode se tornar a campeã inaugural da categoria. A atleta da Six Blades terá que percorrer uma rota desafiadora até o topo do ADCC. Ela terá adversárias do quilate de Helena Crevar, Ana Carolina Vieira e Bia Mesquita como principais concorrentes. Porém, ela está confiante no alto grau de periculosidade do seu jogo. “Meu estilo de luta casa muito bem contra qualquer uma das meninas da categoria. Estou muito confiante. Minha categoria é até 65kg. Então, levo vantagem em todos os cenários onde uma luta de grappling pode acontecer”, afirmou Aurelie, em entrevista à Almada Fight Media. Evolução significativa A francesa vem numa crescente impressionante no último ano. Aurelie fez um pouso bombástico na faixa-preta e entrou de vez no radar depois de vencer o peso e o absoluto do Brasileiro Nogi 2023. Meses depois, se consagrou no ADCC Trials após emplacar cinco vitórias contundentes. Esses resultados comprovaram que Aurelie tem todas as credenciais para brilhar no ADCC. “Estou fazendo os dias serem contados. Muito feliz e abençoada por mostrar meu trabalho sem kimono que venho fazendo há um ano agora. Evolui muito meu wrestling porque antes eu não sabia sequer dar um double-leg. Além disso, eu estou muito mais justa por cima também”, contou a faixa-preta. Aurelie Le Vern pretende manter o ímpeto finalizador no ADCC e a expectativa dela é de fazer duelos de tirar o fôlego. “Deem uma moral aqui para a loirinha francesa (risos). Luto para frente com pressão e em busca da finalização. Então eu sou a atleta a ser assistida”, disse a craque.

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Felipe Costa vibra com a vitória no ADCC Trials. Foto: BJJ Wars
Entrevista

Pupilo de Xande Ribeiro mira em atual campeão no ADCC 2024

Felipe Costa está prestes a enfrentar o maior desafio de sua carreira até o momento. O “Laranjinha” está confirmado na divisão até 88kg do ADCC 2024 e fará sua estreia no maior evento de grappling do mundo. O aluno de Xande Ribeiro carimbou o passaporte para o ADCC depois de fazer uma campanha impressionante na seletiva de Belo Horizonte. Felipe foi dominante na categoria até 99kg e garantiu o título com a vitória sobre Eli Braz. Apesar do triunfo na divisão, “Laranjinha” optou por descer para 88kg em busca do ouro.  “Após uma longa conversa com meu sensei Xande Ribeiro, vimos que as regras do ADCC mudaram, antes eles tinham três pesagens diferentes: uma na sexta, uma no sábado e uma no domingo, para ter a certeza de que o atleta ia estar no mesmo peso durante toda a competição. Porém, esse ano eles decidiram mudar as regras e fazer apenas uma pesagem na sexta, que é um dia antes do campeonato. Sendo assim, vimos a possibilidade de descer para 88kg, pois eu seria um dos maiores atletas da categoria. Então, depois de uma reunião com a nutricionista, percebemos que tínhamos tempo suficiente para trabalhar no processo de perda de peso e chegar bem forte para a 88kg”, disse Felipe, em entrevista à Almada Fight Media. Campeão na mira “Laranjinha” quer fazer uma estreia memorável no ADCC. Por isso, ele espera enfrentar ninguém menos que o atual campeão da sua divisão: Giancarlo Bodoni. “O ADCC sempre está repleto de grandes nomes e personalidades do esporte e tenho muito respeito por todos. Acho que seria interessante ter a oportunidade de lutar contra o Giancarlo Bodoni. Como ele foi campeão na última edição, acho que ele é o cara a ser batido. E dentre outro nome que nunca lutei seria o Jay Rodriguez que vem do wrestling e com certeza seria uma batalha de estilos e uma luta bem movimentada”, analisou o faixa-preta de 24 anos. Estratégia para levar o ouro O atleta da Six Blades tem um estilo versátil e sempre luta à caça da finalização. Dessa forma, ele pretende mesclar sua juventude com a pujança física para tomar conta da categoria até 88kg no ADCC. “Eu tenho um estilo bem diferente para a categoria e venho treinando novas partes do meu jogo e pretendo surpreender todo mundo com um estilo de jogo agressivo e constante. Eu vou ser um dos atletas mais altos e pesados da categoria, acho que isso seria uma vantagem. Além disso, por ser uma dos atletas mais novos da categoria, pretendo manter a luta no meu ritmo e lutar para cansar meu adversário e chegar em posições de domínio”, explicou Felipe. Camp de peso para o ADCC O maranhense está fazendo uma preparação intensa para chegar na sua melhor forma para o ADCC. Só para ter noção, o lendário Xande Ribeiro, heptacampeão mundial e bi do ADCC, e Victor Hugo, tetracampeão mundial, têm sido peças cruciais nesse processo. “Laranjinha” reforçou sua admiração por Xande e enalteceu a importância do lendário faixa-preta para a sua evolução. “O sensei Xande Ribeiro é uma lenda do esporte. Ele tem o recorde de vitórias do ADCC e esse ano será ainda mais especial porque ele vai entrar no Hall da Fama na sexta-feira, um dia antes das lutas. Ele é um exemplo para todos nós e nos inspira a alcançar patamares mais altos em nossas carreiras. Em relação ao treino, a presença dele é indispensável porque ele presta bastante atenção nos mínimos detalhes e corrige qualquer posição quando é preciso. Ele tem uma visão detalhada de todas as técnicas e está sempre disposto a ajudar, fora a energia que ele põe em cada sessão de treino”, concluiu Felipe.

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